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CGEE lança resultados da avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq

02.05.2017

 

Um programa que aprimora a formação dos estudantes de graduação, melhora a sua inserção profissional e acelera o seu caminho para o mestrado e doutorado. Esses são alguns dos destaques apontados no estudo “A formação de novos quadros para CT&I: avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)”, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

O lançamento desse estudo aconteceu durante as comemorações do 66° aniversário do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no dia 25/4 (terça-feira), em Brasília.

 

Aniversario CNPQ

 

Durante a abertura do evento, o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, falou sobre a importância do Conselho como agência de fomento, em especial na formação de jovens pesquisadores, como o exemplo do PIBIC. Segundo ele, nenhum país desenvolvido cresce sem investimento em educação e em ciência, tecnologia e inovação. “O CNPq tem um papel fundamental, ao longo desses 66 anos, de cumprir a sua parte naquilo que é relacionado de muita ciência com boa qualidade, focado para solução dos problemas nacionais, para o avanço das fronteiras do conhecimento e, portanto, do desenvolvimento de longo prazo do nosso país”, finalizou.

 

Presidente e Diretores

Presidente do CNPq, Mario Neto Borges, entre os diretores Marcelo Morales, Adriana Tonini e Carlos Fortner (da esquerda para a direita)

 

Para o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCTIC, Jailson Bittencourt de Andrade, a ciência é a chave para resolver diversos problemas mundiais. “Essa é a casa da ciência, da saúde, da longevidade, da erradicação da fome, essa é a casa do futuro e de um futuro longevo e feliz”. Na ocasião, foram homenageados os servidores que se aposentaram no último ano e os que completam 25 anos de serviço.

 

O PIBIC

 

O CNPq, nos anos 1980, estabeleceu, por meio do PIBIC, um canal inovador de interação com as instituições de ensino superior (IES) e de pesquisa (IPs). A partir de então, as bolsas de iniciação científica passaram a ser concedidas, principalmente, de forma descentralizada, por meio das instituições, ampliando o seu alcance. Atualmente, o programa conta com 21.661 bolsas vigentes. 

 

O estudo do CGEE demonstra que os alunos de graduação contemplados pelo programa, ao terem contato com a iniciação científica, sob a orientação de um pesquisador qualificado, ganham não apenas enriquecimento na experiência acadêmica, mas também uma melhor inserção profissional em qualquer área do conhecimento.

 

“A experiência prática da execução de um projeto de pesquisa, além de promover o aprendizado técnico, permite que o jovem estudante tenha de lidar diretamente com a complexidade da atividade científica, estimulando, dessa forma, a criatividade e o uso de métodos rigorosos na solução de problemas no exercício de sua futura profissão. Tudo isso com um investimento de R$ 400,00 mensais”, destaca o presidente do CGEE, Mariano Laplane.

 

Para Mariano o programa também atua na redução da desigualdade de gênero, considerando que as mulheres são maioria no total de bolsas concedidas. Atualmente, do total de bolsistas dessa modalidade, 59% são mulheres, porcentagem que aumentou 5% nos últimos 15 anos.

 

Os resultados desse estudo mostraram redução no tempo de titulação do mestrado. O número de estudantes cujo intervalo entre a última bolsa PIBIC e a conclusão do mestrado foi menor que 3 anos aumentou sistematicamente em relação ao grupo que demorou de 4 a 5 anos.

 

De acordo com a avaliação, o tempo de programa usufruído pelo estudante tem forte influência sobre a conclusão do mestrado. A concessão de bolsas por curtos períodos não indica o mesmo efeito positivo de estímulo à continuidade dos estudos na pós-graduação, nem amplia a intenção de seguir na carreira científica.

 

Os resultados apontam que o PIBIC também contribui fornecendo mão de obra qualificada para o setor industrial, um dos desafios postos para o país. O estudo indica que a proporção de mestres e doutores egressos do PIBIC que se encontravam trabalhando, em 2014, na indústria de transformação foi de, respectivamente, 6,1% e 2,1%. Apesar de pequena, essa proporção é maior que a de mestres e doutores em geral, respectivamente 4,9% e 1,4%.

 

A avaliação traz, ainda, um estudo de caso sobre o impacto da iniciativa, realizado com os bolsistas egressos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O objetivo foi mensurar os efeitos do programa na formação pós-graduada e a inserção no mercado de trabalho.

 

Entre os destaques, o estudo demonstra que os egressos do PIBIC tinham uma chance 2,2 vezes maior de completar o mestrado e 1,5 maior de concluir o doutorado, quando comparados aos alunos que não participaram do programa. 

 

Além disso, a participação no PIBIC reduz o tempo entre a conclusão da graduação e o ingresso no mestrado. No caso dos egressos da Unesp, a maior parte, 65%, ingressou no mestrado em até 1 ano após a graduação. A diferença das probabilidades de ingresso no mestrado em até um ano, entre os participantes e os não participantes do programa foi significativa, de 9,4 pontos percentuais.

 

No que diz respeito à remuneração, os resultados demonstram que os egressos do PIBIC – mesmo isolados os efeitos das outras variáveis, como concluir a pós-graduação, idade, gênero, áreas do conhecimento – apresentaram uma remuneração um pouco maior, de 5%, quando comparados com os alunos que não foram contemplados pelo programa. A diferenciação maior na remuneração, no entanto, ocorrerá com a conclusão do mestrado e doutorado.

 

 Acesse o estudo completo aqui

 

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq, com informações do CGEE.

 

Fotos: Robson Moura/CNPq



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  • Última Atualização Em: 25/05/2017, às 09:38:24.